"Desmonte do serviço público: a quem interessa?” foi o tema da audiência pública desta quarta-feira na Assembleia Legislativa de Goiânia (Alego). A audiência foi conduzida pela presidente da Comissão de Segurança da Alego, Adriana Accorsi; contou com a participação na mesa diretiva da deputada Isaura Lemos; do presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais/GO (SinPRF-GO), Paulo Afonso da Silva; do presidente da Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho em Goiás (AAFITEGO), Odessa Martins; do presidente do Sindicato dos Policiais Federais em Goiás SINPEF/GO, Francisco José; e do presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Goiás- ADUFG, Flávio Alves da Silva. A ação é a primeira estratégia da Frente dos Servidores Federais de Goiás (FSF-GO).
Adriana Accorsi destacou a participação de grandes lideranças na luta pelos direitos dos trabalhadores e a importância de se discutir “não só as perdas dos direitos dos trabalhadores brasileiros, mas dos serviços, dos direitos conquistados que estão sendo desfeitos pelo governo”. A deputada Isaura Lemos ressaltou que “a nível federal sabemos que o desmonte tem sido sistemático, que esse governo está aplicando um programa para o qual não foi eleito”.
Flávio Alves da Silva cumprimentou a mesa diretora e disse que a “PEC 95 está sendo uma lástima para o país, para o serviço público e os investimentos em geral. Temos que trabalhar pra revogar essa PEC imediatamente”. O presidente do Adufg Sindicato enfatizou que o governo não terá recurso para cumprir o plano nacional de educação, "estamos sob ataque e temos que reagir".
“Temos pedido aos docentes da UFG para participarem. Lamentavelmente tem uma inércia dos servidores. Mesmo a UFG tem cortes de 45%, e fala que a universidade não tem gestão? Como faz a gestão sem dinheiro? E isso quem disse foi a secretária do MEC. Nós estamos sendo mostrados para a população como vilões e isso prejudica o ensino, a pesquisa”, enfatizou Flávio Alves.
O representante do SinPRF-GO Paulo Afonso falou das reformas do governo e lamentou “Que proteção o trabalhador terá frente ao patronato? Um trabalhador que não aceita as regras do patrão, ele não é nada nesse sistema. Não sou idealista, mas todo sistema tem que tender para o bem estar da população”. Também destacou a falta de investimentos na PRF, principalmente a defasagem do efetivo e que, por conta disso, os servidores da instituição estão sobrecarregados, pois a PRF tem o mesmo efetivo há 23 anos.
Todos os representantes e também participantes do plenário destacaram o tanto que o desmonte do serviço púbico afeta a população e atinge as áreas da segurança, educação, saúde e outras áreas essenciais da sociedade. Odessa Martins, representante dos auditores indignou-se: “Como ficaremos? Não faltarão apenas auditores fiscais, mas professores as universidades, escolas técnicas, policiais, técnicos, trabalhadores de implementação de políticas públicas... E o governo quer reservar esses cargos para eles”.
Francisco José, do SINPEF/GO, falou dos cortes da operação Lavajato, do sucateamento da Polícia Federal, o estado de violência do Brasil e a possibilidade de aumento da violência, assim como tráfico de violência, de arma, de drogas.
Após a audiência, as considerações do plenário vão gerar encaminhamentos e ações para defender os servidores públicos federais e a sociedade. Além de audiência, fóruns, seminários, mobilizações, a Frente dos Servidores Federais vai se unir a outras ações e também visitar no Senado e na Câmara para pressionar parlamentares a favor da sociedade.
Fontes: Adufg e SinPRF-GO




